terça-feira, 24 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
Planejamento Estratégico direciona a visão da empresa
O planejamento estratégico é uma atividade administrativa que tem como objetivo direcionar os rumos da instituição e dar a ela sustentabilidade, produzindo respostas consistentes a três questões fundamentais: Onde estamos? Aonde queremos chegar? Como vamos fazer para chegar lá? É um processo gerencial que diz respeito à formulação de objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução, levando em conta as condições internas e externas à empresa e sua evolução esperada. Também considera premissas básicas que a empresa deve respeitar para que todo o processo tenha coerência e sustentação.
O estabelecimento de um planejamento estratégico de marketing envolve cinco atividades: definição da missão corporativa; análise da situação; formulação de objetivos; formulação de estratégias; implementação, feedback e controle.
É cada vez maior o número de empresas no cenário Global que, diante da complexidade do cenário empresarial e de tantas turbulências e incertezas, estão buscando modelos de gestão para que as auxiliem no desempenho e aperfeiçoamento do processo gerencial. O planejamento estratégico é uma dessas ferramentas. Para Willian Maachar, administrador, especialista em Gestão Empresarial Avançada e tutor do Portal Educação, “é importante o desenvolvimento de um planejamento estratégico, pois definirá as bases para a construção de um futuro promissor e a geração de um mercado mais profissional e preparado para as constantes mudanças que sempre ocorrerão diante da concorrência existente, em épocas de recessão”. O administrador ainda complementa que “a importância do planejamento no universo administrativo está relacionada diretamente ao futuro de qualquer organização”.
O planejamento estratégico deve comportar decisões sobre o futuro da organização, como: objetivos organizacionais a longo prazo e seu desdobramento em objetivos departamentais detalhados; as atividades escolhidas, isto é, os produtos (bens ou serviços) que a organização pretende produzir. O mercado visado pela organização, ou seja, os consumidores ou clientes que ela pretende abranger com seus produtos também fazem parte das decisões; os lucros esperados para cada uma de suas atividades; alternativas estratégicas quanto às suas atividades (manter o produto atual, maior penetração no mercado atual, desenvolver novos mercados); interação vertical em direção aos fornecedores de recursos ou integração horizontal em direção aos consumidores ou clientes e, para finalizar, novos investimentos em recursos (materiais, financeiros, máquinas e equipamentos, recursos humanos, tecnologia, etc) para inovação (mudanças) ou para crescimento (expansão).
A elaboração de um Plano Estratégico engloba quatro tópicos que são fundamentais. O primeiro seria a formulação dois objetivos organizacionais, onde a empresa define os objetivos globais que pretende alcançar em longo prazo e estabelece a ordem de importância e prioridade em uma hierarquia de objetivos. O segundo é a análise interna das forças e limitações da empresa, fazendo uma análise das condições internas da empresa para permitir uma avaliação dos principais pontos fortes e dos pontos fracos que a organização possui. O terceiro tópico diz respeito à análise externa, ou seja, as condições externas que rodeiam a empresa e que lhe impõem desafios e oportunidades. E finalmente, o quarto e último que é a formulação das alternativas estratégicas. Nesta quarta fase do planejamento estratégico formulam-se as alternativas que a organização pode adotar para alcançar os objetivos organizacionais pretendidos, tendo em vista as condições internas e externas.
Portal Educação
Liderar e servir: Paradoxo ou Realidade?
Em uma época em que o termo liderar ainda é confuso para um grande número de pessoas, encontramos um novo líder surgindo nas organizações: o líder servo.
Não se trata de uma nova modalidade de liderança, pois este procedimento é encontrado ao longo da história desde há muitos anos, mas ultimamente, verdadeiros líderes vêm se conscientizando da necessidade de liderar e servir, que para muitos é a única forma perene da liderança.
O termo líder-servo une dois opostos cujo entendimento depende da sensibilidade das pessoas. O líder servo é a união dos dois extremos, lidera e serve a equipe sob seu comando.
Indivíduos que praticam cada um destes conceitos isoladamente apresentam comportamentos diametralmente opostos, porém aqueles que os praticam em conjunto têm uma liderança verdadeiramente eficaz. O servo está sempre disposto a ser útil, segue ordens, mas mantém em seu coração a disposição de proporcionar o bem estar ao próximo. O líder é aquele que vê mais longe, enxerga sobre os ombros dos outros e traz sobre si a responsabilidade de levar um grupo a um objetivo pré-determinado. O grupo segue o líder porque ele conhece o caminho e o mostra à sua equipe, que confia no seu comando.
Organizações têm gasto milhões de reais em treinamentos e seminários visando incutir em seus colaboradores a necessidade e disposição de sentirem-se co-proprietários e “vestir a camisa da empresa”, no que os líderes têm alcançado algum sucesso com suas equipes, mas dificilmente conseguido transferir este sentimento do grupo em relação a empresa.
Observamos que Pastores têm uma habilidade muito grande em fazer com que seus fiéis sintam-se co-proprietários das Igrejas e para que exerçam trabalhos voluntários em benefício do grupo. O tipo de liderança exercido por estes pastores deve ser analisado, repensado e adaptado para implantação nas empresas, pois cada vez mais necessitamos de equipes realmente motivadas a colaborar para que as metas sejam atingidas. Isto somente será conseguido quando estiver incutido no espírito de todos que o ato de servir deve estar presente em todos os relacionamentos.
Esta necessidade nos alerta para que os lideres passem por um processo que os transformem em servos sem perderem a sua liderança, o que implica em aprender muitas coisas e desaprender outras. Antes de tudo é primordial que haja um deslocamento da necessidade de realizar, bastante presente no líder, para o desejo de ser. O ser aflora o servir que conduz ao nascimento de um líder servo. Neste processo precisa ficar bastante transparente que o compromisso dos membros de uma equipe passa a ser com os princípios e não com os chefes, sepultando o antiquado “culto à personalidade”.
O resultado das atitudes de um líder-servo é uma nova visão de homem, um conceito de poder e valores organizacionais diferentes dos praticados atualmente, pois integra o trabalho, a família e humaniza a organização, tornando-a um meio de crescimento pessoal e de auto-realização.
Uma pergunta bastante instigante sobre liderança pode ser encontrada no livro O Vôo do Búfalo, de BELASCO & STAYER: Manadas de búfalos costumam seguir cegamente seus líderes, enquanto os pássaros voam em "v", ou seja, na impossibilidade de liderança daqueles que vão à frente, os demais assumem a direção do vôo, cada qual em sua vez, sem prejudicar a trajetória. O desafio que o livro coloca é: como colocar os búfalos em "v"?
O meu conselho é que os “líderes” búfalos esqueçam algumas coisas e aprendam outras, entre elas que consigam fazer suas equipes tornarem-se comprometidas com o bem comum, com o líder servindo a todos e todos servindo o líder.Delegando tarefas
Uma boa definição de delegar: é o processo de transmitir certas tarefas e obrigações de uma pessoa para outra; em geral, de um superior a um colaborador. Aquele que recebe o poder delegado tem autoridade suficiente para concluir o trabalho de modo satisfatório, mas aquele que delega fica com a total responsabilidade pelo seu êxito ou fracasso.
Quando delegar alguma tarefa, acompanhe os que receberam a delegação, peça que prestem conta em cada etapa do processo e não só ao final do trabalho.
A delegação é, fundamentalmente, um sistema de confiança. Quando realmente delega autoridade a uma pessoa, você demonstra sua confiança nela. Para obter flexibilidade e agilidade, os líderes precisam delegar poder e atribuições inerentes a cada tarefa, de tal forma que não fiquem diretamente envolvidos nas mesmas, mas continuem com a responsabilidade final do processo.
À medida que você delega você incentiva o desenvolvimento do conhecimento e das habilidades de seus colaboradores, os quais se tornam capacitados a resolver problemas na ausência dos líderes e têm a oportunidade de testar mais idéias e implementar soluções criativas, bem como de adquirir maior autoconfiança e desenvolver habilidades gerenciais.
Líderes devem saber delegar. A delegação de poder de maneira criteriosa aumenta o poder de quem o delega. Ao conceder aos colaboradores mais autoridade e ferramentas para executarem o serviço, o líder amplia sua influência e o colaborador adquire maior incentivo para trabalhar. Quanto mais delega atribuições, mais o líder penetra na essência de sua função: que não é “fazer” e sim “deixar que os outros façam”.
Tenha em mente que delegar ajuda tanto a quem delega quanto a quem recebe a tarefa, pois permite que estes se desenvolvam. Ao delegar uma tarefa o líder não fará diretamente o serviço, mas precisará supervisionar e orientar aqueles que o fazem. Com este procedimento você não terá tanto medo de que os outros não sejam capazes de executar a tarefa e estará dando treinamento para que possa supervisionar e orientar cada vez menos.
Às vezes os líderes acham que as pessoas nunca estão preparadas para assumir uma tarefa. Se não delegarem, realmente nunca estarão.
Imagine um líder que tenha um salário de $10 a hora. Se ele precisa de 5 horas para executar uma tarefa, ele gastará $50. Já se um colaborador, cujo salário é $3 a hora, precisar de 10 horas, mesmo sendo o dobro do tempo necessário o custo para a organização será menor. Além do mais, provavelmente na próxima vez que se precisar executar a tarefa, o colaborador precisará de menos tempo, e o custo será menor ainda.
O pior de tudo é que em função das razões descritas os líderes às vezes se cercam de pessoas de capacidade inferior às suas. Não tenha medo de ter em sua equipe pessoas melhores do que você, mas procure tê-las como aliadas. Se você se cercar de pessoas incompetentes por medo, nunca conseguirá atingir suas metas. Um outro motivo é que com bons resultados será mais fácil você se mudar para uma organização melhor ou maior.
Delegar com sucesso é uma habilidade e uma qualidade que você como líder deve adquirir. Agora, delegar é um processo para quem aceita correr riscos; e o “delegador” precisa ter paciência e incentivo. Evite fazer como muitas pessoas que mesmo achando que delegar é um procedimento sensato temem as conseqüências a ponto de evitar fazê-lo. Procure deixar claro àqueles que assumem as tarefas que eles também devem delegar tudo o que puderem a outros colaboradores. Agindo assim você estará criando na organização onde trabalha uma nova cultura.
“O único homem que não comete erros é o que nunca faz nada. O importante é nunca cometer duas vezes o mesmo erro” (Franklin Roosevelt).
Texto extraído do Capítulo IV do Livro "A Arte de Liderar - Vivenciando Mudanças num Mundo GlobalizadoO novo Chefe
Liderar pessoas é intervir no processo, é dar e receber feedback, é acompanhar tarefas, é compartilhar decisões, enfim, se fazer presente. Quando o "chefe" tinha pouca demanda, talvez pudesse se permitir falar uma só vez, apenas controlar tarefas, apenas cobrar resultados e ser apenas um "visitante" em sua equipe. Numa realidade de constantes mudanças, como ocorre hoje, algo mais é exigido dentro do seu comportamento.
Se o "chefe" era cumpridor de regras, agora deve ser empreendedor. Se era solucionador de problemas (apagador de incêndios), agora deve ser educador. Se ouvia só as pessoas as quais lhe interessava, agora deve perceber quem tem algo a falar e criar condições para que fale. Se tinha como atribuição manter um ambiente calmo, estável e previsível, agora tem que conduzir sua equipe na conquista dos resultados, em um ambiente instável e conflitante. Se apenas conseguia trabalhar em organizações paternalistas, agora deve aprender trabalhar em organizações profissionais, inclusive contribuindo para esta mudança de perfil organizacional.
O cenário atual exige que o "chefe" veja sua equipe como parceira e não apenas como recursos para se atingir objetivos. Deve reconhecer que cada integrante do grupo tem suas características próprias, tem pontos fortes e pontos de melhoria e que portanto deve ser respeitado por isso. Deve entender que se antes investia a maior parte do seu tempo em controles e outras atividades que não agregavam valor, agora tem que redirecionar este investimento para análise e desenvolvimento pessoal e profissional da equipe.
As organizações que caminham rumo a um nível de profissionalização satisfatório querem nos seus quadros profissionais pró-ativos, atualizados, que consigam ouvir e desenvolver suas equipes e que cuidem também do autodesenvolvimento. São características diretamente ligadas ao comportamento e que terão peso significativo ao longo da carreira de qualquer profissional. Tais características, na maioria das vezes, são muito mais importantes que habilidades técnicas (que infelizmente eliminam muitos profissionais em processos de seleção), as quais podem ser desenvolvidas ao longo do tempo, dependendo do caso.
Enfim, aqueles que ainda são "chefes" devem despertar rapidamente para a necessidade de se transformarem em Líderes (sem aspas).
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Jesus era Peripatético...
treinadores voluntários. Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: "Para poder ensinar, antes é preciso aprender" (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai).
Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários.
Estava claro que o método convencional -- botar todo mundo numa sala --não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho.Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.
E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira. Aliás, pensou alto:
-- Jesus era peripatético...
Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor.
E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.
-- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto -- disse a Laura.
-- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo -- emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.
-- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento --
ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos. -- Mas eu até vejo uma razão para isso...
-- Que é isso, Sales? Que razão?
-- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
-- Não diga!
-- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a
religiosidade alheia...
Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou.
Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:
-- Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas... Por que vocês estão me olhando desse jeito?
-- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...
-- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer
pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?... Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando".
E nós ali, encolhidos de vergonha.
Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a
palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário.
Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.
Finalmente, aprendemos. Duas coisas:
A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.
E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.
Max Geringer
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Diferente!!!
E quando perguntávamos – “ diferente “ em que ? A resposta era quase sempre –
“ Diferente em tudo !”
De fato, as pessoas de sucesso – sejam elas o que forem – são “ diferentes “ as demais. Elas pensam de forma diferente. Agem de forma diferente. Enxergam a vida e o mundo de maneira diferente.
Elas são mais positivas. Acreditam em si próprias. Conseguem enxergar oportunidades nas crises. Elas participam mais. Comprometem-se mais. Terminam as coisas que começam. Dão atenção aos detalhes em tudo o que fazem. São polidas e educadas e além da “ boa intenção “ têm muita sensibilidadee empatia para colocar-se no lugar das outras pessoas.
Elas ouvem, mais do que falam. Elas respeitam as opiniões alheias. Elas sabem dizer “ eu não sei “ e dizem com freqüência “ eu não compreendi…”. São pessoas simples e objetivas. Não usam vocabulário rebuscado e complexo. Falam e agem com simplicidade e têm muito foco em tudo o que fazem.
Daí a “ diferença “. A diferença positiva está mais na simplicidade do que na complexidade, mais na humildade do que na arrogância, mais no “ ser “ do que no “ ter “.
Nesta semana, gostaria que você fizesse uma breve auto-análise e visse se você pode ser considerado alguém “ diferente “. Da mesma forma, extrapole tudo isto para sua Empresa e veja se sua Empresa pode ser considerada uma “ Empresa diferente “ que surpreende o cliente e o mercado.
